Hotéis chiquérrimos, campos de golfe e marina atraem famosos para este paraíso dominicano
Se Dionísio, o deus da luxúria na mitologia grega, conhecesse a República Dominicana, provavelmente elegeria Cap Cana como destino de férias. Enquanto os resorts das praias de Bávaro e Macao cativam turistas de todos os perfis com o sistema tudo-incluído – em que a pulseirinha amarrada no braço do hóspede funciona como varinha de condão capaz de concretizar as mais improváveis mordomias –, em Cap Cana o conceito de hotel-butique bem que
poderia ser batizado de tudo-exclusivo. Seria como comparar a fartura do rodízio de carne com o inigualável requinte de um restaurante à la carte, onde o cliente não se importa de pagar à parte para ter atendimento completamente personalizado, nos moldes das vizinhas chiques St. Barth’s e Turks & Caicos.
As férias de Dionísio começariam com sessão de massagem nas areias brancas da Praia de Juanillo – sob a sombra de um coqueiro, claro –, seguida de champanhe na piscina do recém-inaugurado Sanctuary ou de uma partida de golfe em um dos três campos desenhados pelo mito Jack Nicklaus, mundialmente conhecido como The Golden Bear (O Urso Dourado). Os ex-presidentes norte-americanos Bill Clinton e George W.Bush já arriscaram tacadas por ali.
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| Restaurantes refinados garantem dias de pura suntuosidade em meio ao inigualável Mar do Caribe |
Na hora do almoço, nada de sancocho – o prato típico dominicano – ou outros ensopados cheios de coentro. Nos restaurantes de Cap Cana são as especialidades da cozinha internacional que encabeçam os menus, sempre fartos em carnes exóticas, sushis, massas, lagostas e peixes caribenhos.
No fim da tarde, o deus grego da luxúria passearia pelas lojas de grife da marina local – a maior do Caribe, com capacidade para 1.000 embarcações –, faria pouco dos preços milionários estampados nas vitrines e escolheria um dos inúmeros iates para contemplar o pôr do sol em meio às águas cristalinas do Mar do Caribe. O Yacht Cana International cobra entre US$ 3.800 e US$ 8.500 por dia a bordo. Tudo com o conforto de TVs de plasma e suítes espaçosas com banheira de hidromassagem. “O valor inclui combustível, equipamentos de mergulho, refeições (geralmente lagosta e carne regadas a rum e uísque) e tripulação composta por um capitão, dois marinheiros e um chef de cozinha”, explica o vice-presidente da empresa, Fidel Feliz.
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| Chalés com piscina privativa e campo de golfe |
Considerada o complexo turístico imobiliário mais importante do Caribe, Cap Cana nasceu em área de 120 mil quilômetros quadrados cercada de praias virgens. O investimento inicial consumiu US$ 450 milhões e teve retorno quase que imediato: em apenas quatro horas o empresário norte-americano Donald Trump abocanhou US$ 350 milhões com a venda de lotes de três a quatro quilômetros quadrados. Detalhe: avaliados em US$ 10 milhões cada.
Não à toa, celebridades do quilate de Catherine Zeta-Jones, Matt Damon, Denzel Washington e Robert De Niro escolheram o local para passar dias de requinte à beira-mar bem distantes das lentes dos paparazzi. Outros foram além: o cantor Julio Iglesias possui uma vila particular e Brad Pitt teria comprado terras na Baía de Samaná, mais ao
Norte.
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| Marina com capacidade para até 1.000 iates |
No embalo hollywoodiano, o empresário e apresentador de TV João Doria Jr. também elegeu Cap Cana para receber famosos no 14º Meeting International, encontro que será promovido pelo grupo de líderes empresariais Lide, do qual Doria é presidente, entre os próximos dias 9 e 12. Christiane Torloni, Regina Duarte, Adriane Galisteu,
Hebe Camargo, Daniela Mercury, Edu Guedes, Luiz Carlos Mielle e o casal Bruna Lombardi e Carlos Alberto Riccelli estão entre os VIPS da lista de convidados.
E ainda faltam 85 mil quilômetros quadrados para serem construídos na região, consolidando Cap Cana como um dos maiores empreendimentos de luxo do Caribe, mas também roubando um pouco os ares exclusivistas da
etapa inicial. Dionísio que se cuide.