Cuidando do patrimônio

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Vanessa Soares<br>Do Diário do Grande ABC

 Fundada em 1975, a Pinacoteca de São Bernardo é o maior e mais antigo espaço de exposição permanente de arte no Grande ABC. Possui um acervo com cerca de 1.544 obras de diversos artistas conhecidos e consagrados no universo artístico como Luiz Sacilotto, João Suzuki, Maria Irene Ribeiro, Sandra Cinto, Daniel Melim, Vitor Mizael, Giovani Caramello, entre outros.
Pensando na importância dessas obras e em tudo que elas representam tanto para a cidade, quanto para a região, a instituição foi em busca de um incentivo para melhorar a qualidade do espaço que as abriga. Para tanto, desde novembro do ano passado, o espaço passa por reforma para reestruturar a reserva técnica, construir um o laboratório de conservação, catalogar e armazenar as peças que compõem o acervo e criar um plano museológico.
Para colocar o acervo dentro dos parâmetros deste plano foram necessários R$ 75 mil, concedidos pelo ProAC (Programa de Ação Cultural) do Governo do Estado de São Paulo. Uma vez concluída a obra, a Pinacoteca será a primeira instituição da região a contar com este documento validado. “A manutenção de acervo é um problema comum a quase todos os museus nacionais. Concorremos com os principais de São Paulo”, conta Thomaz Pacheco, ex-curador da Pinacoteca e responsável pela ação juntamente com Carolina Silvério.
As mudanças estruturais do espaço – mudança de uma porta de lugar e o fechamento de uma janela – já foram finalizadas. Além disso, o espaço está dividido em duas salas. Na menor delas, está sendo criado um laboratório de conservação que possui uma prateleira de quarentena. “Quando a obra entrar na Pinacoteca, ela terá de ficar nesse espaço durante 40 dias para controle de pragas e só depois desse período vai para a reserva técnica”, explica Pacheco.
A ação permitirá a catalogação de 100% do acervo dentro de um padrão universal ancorado em alguns documentos internacionais que a maioria dos grandes museus segue. “Isso significa que estaremos preparados para dialogar com todos os museus que usam esse mesmo norte.”
O próximo passo é a colocação de mobília, entre elas, um balcão no reservatório de preservação para acomodação de produtos químicos, e prateleiras em três alturas para acomodação das telas. “Tem obras aqui muito valiosas. A urgência de fazer esse projeto é justamente dar conta disso, que é patrimônio”, acrescenta Pacheco.
A estimativa é que com o fim da reforma o acervo tenha capacidade para até 4.000 obras
Outro ponto que vale destacar é que a mudança também cria uma política de segurança. “Por exemplo, se tiver um incêndio na Pinacoteca para quem ligar, qual obra salvar, o que fazemos primeiro? Ou então, na hora de emprestar uma obra, quais regras seguir?”
A previsão é que a mudança seja completamente finalizada até outubro. Para registrar o momento, uma exposição com obras do acervo está nos planos.




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