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Gorduras viscerais x saúde

domingo, 2 de janeiro de 2011 Envie para um(a) amigo(a) Imprimir Comentar A- A A+

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Dr. Marcelo Ferreira

Foto: Nario Barbosa
Atividade física e dieta balanceada garantem o corpo perfeito do verão. Foto: Nário Barbosa

Não existe mágica. Para acabar com aquela gordurinha indesejada sem lançar mão de cirurgia plástica, é preciso esforço em duas frentes principais: atividade física e dieta balanceada.

Antes de iniciar um plano de ação, é importante conhecer o tipo de gordura presente, para combatê-la de maneira mais adequada. As gorduras humanas dividem-se basicamente em dois tipos: as viscerais (intra-abdominais) e as estéticas, também conhecidas como localizadas.

Essas últimas não têm componente genético e seu acúmulo depende somente de hábitos do indivíduo, como pouca atividade física e dieta rica em calorias. Geralmente, estão localizadas no abdome, criando os famosos pneuzinhos, e no culote. Também podem ser encontradas em braços e pernas. São mais comuns em mulheres, principalmente pelas alterações metabólicas e hormonais porque passam regularmente.

Diferentemente das localizadas, as gorduras viscerais ou internas estão sempre na região abdominal e são comuns nos homens. Trata-se do tipo mais perigoso, justamente por sua proximidade a órgãos vitais como fígado, intestino, rins e pâncreas. Além de componentes genéticos, também são reflexos de aspectos ambientais como falta de atividade física e maus hábitos alimentares.

As gorduras viscerais são extremamente prejudiciais. Estão diretamente ligadas às taxas elevadas de colesterol total e LDL (mal colesterol), de baixo colesterol HDL (bom) e à resistência à insulina – o que eleva o risco de diabetes. Juntos, resistência à insulina, glicemia elevada, excesso de gordura abdominal, níveis de colesterol desfavoráveis (incluindo triglicérides elevados) e pressão arterial elevada constituem a síndrome metabólica, importante fator de risco para doença cardíaca e derrame.

As recomendações preventivas começam pela prática de exercício físico de intensidade moderada, que, feito de maneira regular (pelo menos 30 minutos por dia), gera grandes efeitos para o controle de peso.

A dieta também é importante. É necessário prestar atenção na quantidade e na qualidade da comida, enfatizar os carboidratos complexos (frutas, verduras e cereais integrais) e a proteína magra, além de evitar carboidratos simples como pão branco, massas de grãos refinados e bebidas açucaradas.

Vale ressaltar que sem esforço não há queima de gordura. Sendo gordura do tipo visceral ou localizada, o tratamento é basicamente o mesmo: dieta balanceada e inclusão do exercício físico regular.


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