Manifestações artísticas podem interferir no nosso desejo sexual? Uma música romântica, por exemplo, ou que traga uma batida mais erótica, um ritmo mais sensual? E as outras formas de arte?
Uma poesia recitada ao pé do ouvido, um filme cheio de sedução, pinturas e esculturas eróticas. Como isso mexe com a gente? E os espetáculos teatrais, os musicais, a dança? Assistir a uma apresentação de balé pode ser tão estimulante como sair para dançar com o parceiro?
Enfim, como isso interfere na nossa libido? Mais do que isso: como fica a questão de igualdades e diferenças? Homens reagem de um jeito, mulheres de outro? Ou somos todos iguais?
Na verdade, cada pessoa tem seu jeito de ser, com seu conjunto de valores, de crenças, de desejos, de expectativas e de tudo o mais. Ou seja, cada um de nós é único. E vai se relacionar com o mundo ao redor de um jeito particular.
Mas podemos levantar algumas similaridades. Por exemplo, já conversamos anteriormente nessa coluna que no sexo os homens costumam ser mais visuais. Quer dizer: se excitam com maior facilidade quando veem uma cena erótica. Toques diretos nos genitais também são bem afrodisíacos.
Já as mulheres costumam se estimular mais facilmente quando algo toca as suas fantasias: o que mais as atiça é o clima de sedução. Beijos, afagos e aquela conversa (sedutora, provocativa, carinhosa, estimu-lante) compõem excelente preliminar.
Se analisarmos esse cenário da sexualidade humana, acabamos percebendo que as manifestações artísticas podem, sim, se encaixar perfeitamente na história. Elas podem agradar, estimular a imaginação e a fantasia e... Despertar série de desejos! Tanto nos homens como nas mulheres.
O que não dá para saber de antemão é se a pessoa vai se encantar mais com uma música, um filme ou uma obra de arte. Só mesmo se colocando diante desses estímulos para ver o que eles surtem em você! E isso pode ser uma deliciosa experiência.
Há quem se apaixone por essa história de artes e viva rodeado das mais variadas manifestações. Que bom! Mas claro que tem gente que não dá a menor bola para isso tudo. Quer dizer, então, que essa pessoa está por fora? Ou errada de alguma forma?
Claro que não! Mais uma vez, vale repetir: cada um é de um jeito. Respeitar a si mesmo e a quem está ao seu lado talvez seja um dos grandes segredos para ser, de fato, feliz no amor e no sexo.
De qualquer forma, seja com intuitos mais voltados à sexualidade ou não, as artes tocam áreas interessantes da nossa vida. Mexem com as emoções e com a sensibilidade. E isso, por si só, já é o suficiente para criar um clima de bem-estar e, por que não, de paixões. Esse clima favorece o encontro amoroso e sexual. E o desejo também! O seu prazer agradece.
Que tal experimentar? Pode valer muito a pena!