Agatha Christie começou a escrever influenciada pela mãe enquanto se recuperava de uma constipação. Nascida em Torquay, em 15 de setembro de 1890, a Dama do Império Britânico faria 120 anos neste 2010.
Autora de 80 romances policiais, Agatha vendeu aproximadamente 4 bilhões de livros, perdendo apenas para a Bíblia e Shakespeare. Da sua primeira obra, O Misterioso Caso de Styles, criou o detetive belga Hercule Poirot, personagem de crimes de ficção mais popular depois de Sherlock Holmes. Foi publicado em 1920.
Na vida real ela também viveu episódio cheio de mistério. Após a morte da sua mãe, Agatha mergulhou em profunda depressão. Seu marido, Archibald Christie, revelou que estava envolvido com outra mulher e pediu a separação. Os dois fatos levaram-na ao colapso nervoso, que culminou com o famoso desaparecimento da escritora.
Em 1926 seu carro foi encontrado aberto à beira de um lago sem nenhum indício de seu paradeiro. Falou-se em rapto, suicídio e até assassinato tendo o marido infiel como suspeito. Depois de 12 dias, Agatha Christie foi encontrada num hotel registrada como Theresa Neele, o mesmo apelido da amante do seu marido. A escritora morreu de causas naturais em 12 de janeiro de 1976, aos 85 anos, em sua casa em Oxfordshire, no Reino Unido. Ela está enterrada no Cemitério da Paróquia de St. Mary, em Cholsey, Oxon.
O lançamento Os Diários Secretos de Agatha Christie, de John Curran (Editora Leya, 480 páginas, R$ 49,90), é resultado de uma pesquisa meticulosa do autor sobre os manuscritos da escritora . O material contém 73 cadernos com anotações, fotos, ilustrações, rascunhos de mapas e trechos excluídos de outros livros que não chegaram a ser
publicados. Autêntico tesouro para quem quer entender o intrincado processo criativo que ela desenrolou em 66 novelas policiais, 20 peças teatrais, seis romances e mais de 150 contos.
Cinco porquinhos
Em Cinco Porquinhos (Editora Globo, 38 páginas, R$ 18,80), a escritora britânica escala o detetive Hercule Poirot para ajudar a jovem Carla Lemarchand a desvendar um crime ocorrido há 16 anos. Seu pai, Amyas Crale, pintor famoso, foi envenenado e sua mãe, julgada e condenada por este crime, morreu na prisão. Antes de morrer, a mãe deixa uma carta onde afirma a sua inocência. A jovem agora pretende casar mas, antes disso, quer provar a inocência da mãe. Hercule Poirot aceita a missão, partindo da cantiga de ninar inglesa Os Cinco Porquinhos, que dá título à obra.
Dez negrinhos
E Não Sobrou Nenhum (Editora Globo, 400 páginas, R$ 19,80), fora anteriormente publicado como O caso dos dez negrinhos e talvez seja o maior clássico moderno das histórias de mistério. Dez pessoas recebem um mesmo convite para passar um fim de semana na remota Ilha do Negro. Na primeira noite, após o jantar, elas ouvem uma voz acusando cada uma de um crime oculto cometido no passado. Mortes inexplicáveis e inescapáveis então se sucedem. E a cada convidado eliminado, também desaparece um dos negrinhos que enfeitam a mesa de jantar.