Um dos momentos mais esperados do dia é o de dormir. É quando temos a certeza do descanso após longa jornada, que dura em média 16 horas. Por isso, é importante proporcionar neste período o máximo de conforto: é aí que o colchão torna-se o protagonista. O que muitos não sabem é, que se escolhido de forma errada, ele pode passar de destaque para o papel de vilão.
Especialista em coluna, Luciano Müller, professor de Ortopedia da Faculdade de Medicina do ABC explica que o essencial na hora de comprar o colchão – que deve ser trocado a cada oito anos – é deitar e verificar se o produto acompanha as curvas das costas. “Não tem a necessidade de ser macio, mas tem que adaptar-se ao gosto e costume de cada um.” Por isso, no momento da compra o consumidor não deve ter vergonha de deitar e experimentar algo que será usado durante muito tempo.
Ao contrário do que muitos pensam, no entanto, não é o colchão que causa, diretamente, as temidas dores na coluna. “O problema neles, mas na coluna. O que tem de ser feito é tratamento”, alerta o também ortopedista Antonio Maceu, acrescentando que uma escolha errada pode implicar no agravamento de doenças preexistentes. É por isso que o profissional acha importante que seja escolhido um produto de qualidade, com certificado do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e que tenha garantia. “Devolvi uma vez um colchão porque em pouco tempo deformou, o que incomoda o sono”, conta o médico.
Ele é taxativo em afirmar que não existe o melhor tipo de colchão. “O meu, por exemplo, não é o ortopédico, mas de molas, que acho mais confortável”, ressalta Maceu. É importante, também, saber se a loja que comercializa o produto tem bons antecedentes e conversar com clientes que tenham comprado para saber se aprovam.
Muito mais do que a coluna, o colchão é importante por manter bem o corpo e a mente. Isso porque pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard (EUA) afirmaram que as primeiras horas de sono são as mais importantes para a saúde do cérebro.
VARIEDADE
Opções não faltam neste mercado. Atualmente, existem peças com aquecedores, com infravermelhos que eliminam as impurezas do organismo, massageadores, articuladores com controle remoto, espuma, magnéticos, de látex, de água, entre outros. Para a escolha, é importante analisar aquele que você já está habituado. Consultar também o vendedor no momento da compra é uma saída.
Outro questão que completa o kit sono tranquilo é o travesseiro. Segundo Maceu, os mais indicados são os de penas e o de viscolycra, conhecido popularmente como o travesseiro da Nasa - porque o material foi desenvolvido pela agência espacial norte-americana. “Ele deve ser confortável e, ao mesmo tempo, no tamanho adequado”, alerta. Os muito baixos não deixam o corpo reto e podem fatigar a musculatura do pescoço.
A posição no momento de dormir também é importante para a saúde. Ambos especialistas dizem que de lado é o modo mais indicado porque não força a coluna, mas também não há restrição para outras posições.
TIPOS DE COLCHÃO
Espuma – Mais barato, pode ser trocado com mais frequência.
Mola– Existe a de aço, cujo movimento é transmitido às outras molas, e as ensacadas, que proporcionam mais estabilidade.
Ortopédicos – É composto por uma tábua de madeira por baixo da espuma que o deixa firme.
Nasa – É feito de um tipo de espuma que se adapta a diferentes formas do corpo.
Látex – Elaborado com material que dificilmente deforma.
Magnéticos – Contém imãs que, segundo os fabricantes, têm função terapêutica.