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Para que serve o DNA?

domingo, 1 de agosto de 2010 Envie para um(a) amigo(a) Imprimir Comentar

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Fábio César dos Santos

Nas últimas semanas, os noticiários trouxeram por diversas vezes a discussão sobre DNA, considerado prova cabal para reconhecimento de paternidade ou de identificação de corpo. Para que todos entendam a importância dessas três letras, saibam que organismos vivos contêm quatro tipos básicos de substâncias: açúcares, proteínas, gorduras e ácidos nucléicos – que recebem esse nome por terem sido descobertos no núcleo das células. É deste grupo que o DNA faz parte. Ele mora dentro do nosso corpo, distribuído entre as células. Imagine, por exemplo, duas fitas paralelas em forma de serpentina. É nelas que fica guardado o nosso material genético, como se fosse uma central de controle, de onde são distribuídas as informações para que cada célula execute sua tarefa. Existem cerca de 100 trilhões de células constituindo o corpo humano. Com algumas exceções, cada uma apresenta cópia completa do DNA daquele corpo.

A partir das pesquisas sobre o DNA e suas funções, os cientistas podem hoje manipular os genes diretamente, sob formas cada vez mais sofisticadas. É possível, por exemplo, extrair o DNA de uma célula, fragmentá-lo, separar as partes contendo alguns genes específicos e introduzir esses genes em outro organismo vivo. É o que faz a Engenharia Genética, através da extração do DNA de uma gota de sangue, de um fio de cabelo ou de um pedaço de osso. E foi assim que a clonagem tornou-se possível.

Outro uso do DNA, amplamente difundido, refere-se à Medicina Legal. O exame de paternidade é um dos recursos mais utilizados pela Justiça atualmente, a partir de técnicas que empregam o exame do DNA. Casos como o do goleiro do Flamengo não permitiriam dúvidas a respeito da paternidade se questionada hoje em dia. O ideal é a análise de sangue da criança comparada com a do provável pai. Se o bebê ainda estiver sendo gerado, retira-se um pouco de líquido amniótico do útero no qual o bebê se encontra.

O exame a partir de unhas ou cabelos, por sua vez, não é tão preciso, pois são tecidos desvitalizados. Mesmo assim, a  margem de acerto fica próxima de 100%. Exames de DNA também são eficazes para confirmar a inocência ou culpa de um acusado de crime ou de violência sexual, desde que haja meios de comparação entre o material coletado na vítima e o retirado do suspeito. Delitos de longa data também podem ser desvendados. Recentemente, esclareceu-se um crime  com a coleta de talheres e pedaços de pizza que um acusado norte-americano tinha acabado de deixar em um restaurante.

Finalizando, gostaria de lembrar  do Projeto Genoma, que decifra todo o nosso código genético e permitirá, em pouco tempo, a intervenção em doenças que ainda não apareceram em nosso corpo. É realmente fantástico. Viva o DNA!


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