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O doce fazer nada

domingo, 1 de agosto de 2010 Envie para um(a) amigo(a) Imprimir Comentar

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Eliane de Souza

Foto: Andréa Iseki
Cabines de banho vêm conquistando mais espaço nos projetos residenciais. Foto: Andréa Iseki

Os italianos possuem expressão perfeita para descrever a indolência de desfrutar o ócio com absoluto prazer: dolce far niente, ou o doce fazer nada. Para que esses momentos aconteçam, é preciso romper com o correcorre do dia a dia, dizer não à agenda de compromissos sociais e dar um tempo a filhos, amigos, colegas de trabalho e parentes. É o momento de relaxar em um spa feito só para você.

E nem é preciso sair de casa para isso. Seguindo a tendência de tornar a casa o mais confortável possível – com investimento em espaços gourmets para receber amigos e em aparelhos de home theater sofisticados para sessões particulares de cinema –, é a vez de os spas integrarem também o lar doce lar.

Locais para relaxamento podem ser adaptados no banheiro, em áreas para piscina, no jardim, na varanda ou em qualquer lugar que possua infraestruturas hidráulica e elétrica. A peça central desses ambientes são as banheiras, jacuzzi, ofurôs e cabines de banho. Massagens, cromoterapia, som ambiente e banhos aromáticos são os principais atrativos.

As banheiras têm ganhado cada vez mais espaço nos projetos residenciais. Tamanhos e modelos variam entre oval, de canto, retangular e redondo. São escolhidos conforme o gosto do cliente e a área disponível para a instalação. E as peças podem ser incluídas no projeto em qualquer momento da construção, seja em imóvel novo ou em um que exija reforma. Também não há delimitação de espaço para transformar ambientes em spas. As volumosas podem ser substituídas por cabines de banho, que ocupam o mesmo tamanho de um box convencional dentro do banheiro.

A designer de interiores Sandra Montero explica que a instalação é prática, rápida e torna o sonho do relax realidade. “Além de cuidados com a dimensão, a banheira requer atenção com hidráulica e elétrica, principalmente para evitar vazamentos. A lateral deve ser vedada com silicone, rejunte e frontão entre o mármore e a borda, para que toda a água espirrada na parede corra de volta à banheira e seja despejada no ralo.” Na hora da instalação é preciso reservar espaço para manutenção do motor, evitando quebradeiras na alvenaria.

O arquiteto Sergio Astrauskiene dá dicas para revestimentos nesses santuários do bem-estar. Em áreas molhadas, o ideal é optar por revestimentos frios, como pastilhas coloridas ou mármore, dependendo do conceito a ser adotado no projeto. Esses materiais são mais práticos e de fácil manutenção. Em áreas secas são utilizadas madeiras e tecidos que proporcionem sensação de aconchego.

Sandra Montero destaca que as banheiras tornaram-se item indispensável em imóveis de alto padrão. “Chega a ser pré-requisito, mesmo que sejam apartamentos pequenos, de dois quartos. Não pode faltar, assim como a churrasqueira.” Uma tendência é o modelo vitoriano, com cantos arredondados e pés. São banheiras soltas para lugares pequenos, pois não precisam de muito espaço. Também são boa alternativa para quem tem ambiente maior, mas não quer optar pela instalação de uma peça comum.

Outra tendência são as cabines de banho, que podem acoplar sistema de sauna, viva voz e som ambiente, além de esterilização com ozônio, luz espara cromoterapia, chuveiro no teto, ducha manual com várias massagens, assento com jatos verticais e massageador para os pés. As cabines de banho podem custar quase o dobro das banheiras convencionais, chegando a R$ 30 mil.


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