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Destinos de grife

sexta-feira, 9 de julho de 2010 Envie para um(a) amigo(a) Imprimir Comentar

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Thuane Ianelli

Foto: Divulgação
"Cerca de 70% dos brasileiros procuram o calor", comenta a empresária Tharita Cherulli

Exclusividade, conforto e sofisticação formam a tríade principal que atrai um público acostumado com o que há de melhor quando o assunto é viajar. Hospedagem em hotéis que estampam seis estrelas é só uma das exigências desse público, que ainda lista alta  gastronomia como item fundamental. A ideia é não carregar bagagens e nem se deparar com probleminhas burocráticos. Para isso, pagam à altura dos serviços oferecidos por agentes de turismo, como Tharita Cherulli, entrevistada desta edição.

O perfil do turista mudou?
Sim. Agora a classe média está viajando muito. A economia tem crescido e permitido isso.
Até pessoas menos abas- tadas têm viajado de avião. Elas vêm dispensando ônibus por causa da oferta de passagens aéreas mais acessíveis.

Qual é o público que mais tem viajado?
São as pessoas que trabalharam a vida inteira e deixaram para usufruir na velhice. Elas estão em busca de comodidade e conforto.

Quais são os lugares que eram superbadalados e caíram no lugar-comum?
A Europa, hoje, é mais acessível. No passado, a pessoa tinha de ser muito rica para
ir para lá.

No pós-crise, o que os países europeus têm feito para atrair turistas?
A própria desvalorização do euro é um fator que facilita. A baixa nos custos nas  hospedagens e nas passagens também tem sido eficientes.

América do Sul ficou cara com a crise?
Não. Ela continua acessível. O que podemos ressaltar é que mesmo sendo mais em
conta do que a Europa, ela nunca chamou tanto a atenção, mas com a diminuição do poder aquisitivo dos europeus, o continente vem ganhando espaço. As pessoas têm optados por conhecer lugares diferentes, com menor apelo de status.

O que você indicaria na América do Sul?
A Argentina. É possível ir a Buenos Aires e a Bariloche sem gastar muito e usufruir de entretenimento, compras e bons restaurantes.

Quais são os novos destinos para a classe A?
Desta época do ano até setembro, Ibiza, na Espanha, reúne pessoas de alto poder aquisitivo. Lá é onde os DJs mais festejados têm residências, lançam os hits e tocam nas casas noturnas mais badaladas do mundo. Locais exóticos, como Dubai, ainda são os mais pedidos.

O que não é acessível, hoje? Por quê?
Devemos pensar que até Nova York é cara para quem quiser atendimento VIP. Mas, podemos falar do que é menos acessível, como os Emirados Árabes e cidades russas.
São lugares caros. Não há como ficar em um hotel baratinho ou comer algo que não seja elaborado.

Quais são os diferenciais das agências especializadas no público da classe A?
Montar a viagem dos sonhos do cliente. Organizar o itinerário, reservar os restaurantes,
providenciar locação de aeronaves, barcos, motoristas. Tudo o que se desejar, inclusive
a roupa de cama ao gosto do cliente.

Quanto se deve dispor, em média, em uma viagem de luxo básica?
Uma viagem para Ibiza regada a blue label, Ferrari à disposição, reservas nos camarotes
das melhores baladas, restaurantes, intérprete 24 horas, praia particular, jacuzzi ao ar livre, passagem de primeira classe, sai em torno de US$ 88 mil.

Nas férias de julho, os brasileiros procuram mais destinos de inverno ou de verão?
Cerca de 70% dos brasileiros procuram o calor. Boas pedidas são Saint-Tropez, Paris, Alemanha, República Dominicana. Agora, para os que procuram o frio, Washington,
Aspen, Otawa, Bulgária e Finlândia oferecem os melhores serviços.

O que há de mais requintado e bonito no Brasil?
Angra dos Reis é reconhecido internacionalmente como um dos locais mais bonitos,
mas não podemos esquecer de Itacaré, Porto de Galinhas, Jericoacoara, Fernando de Noronha. No quesito beleza, Ilha Grande e Barra Grande são maravilhosos.

Acredita que a África terá o turismo intensificado após a Copa?
Sim. O Mundial ajudou a desmistificar que é um continente que não tem apenas
os safáris como atração.


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