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| “As operações são indicadas para diabéticos que tenham índice de massa corpórea igual ou acima de 35”, explica o especialista Thomas Szegö. Foto: Sxc |
Doença caracterizada pelo aumento anormal de açúcar no sangue, a diabetes – e suas variantes – preocupa e muito quando diagnosticada. Dieta alimentar, remédios e outros tratamentos são alguns atenuantes, mas têm de ser utilizados pelo resto da vida para evitar consequências preocupantes à saúde. Outro método, no entanto, tem se mostrado eficaz na luta contra diabetes tipo 2: a cirurgia bariátrica.
Em recente estudo feito pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, especialistas constataram, após dois meses analisando um grupo de pessoas, que a cirurgia tem resultados mais eficientes no controle da disfunção. Eles selecionaram dois grupos: metade passou pelo procedimento e a outra fez apenas dieta balanceada, com 800 calorias diárias. O resultado? Ambos perderam o mesmo peso, 8% da gordura corporal, mas os que se submeteram à intervenção cirúrgica conseguiram esse resultado em três semanas - os demais, em oito - e também tiveram melhora de sensibilidade à insulina e ao aproveitamento da glicose na corrente sanguínea.
Segundo o presidente da SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica), Thomas Szegö, a operação acelera a perda de peso, o que traz benefícios para todo o corpo e não só em relação à diabetes. “O alimento chega mais rápido ao intestino e estimula os hormônios intestinais (as incretinas) a agirem sobre as células, fabricando mais insulina”, explica.
PERIGOS
Existem dois tipos de diabetes: a infanto-juvenil tipo 1, que já tem uma deficiência na fabricação de insulina e não responde às operações, e a tipo 2 que ocorre com o passar do tempo, tem relação com obesidade e idade, e apresenta controle mais fácil e menos lesivo. Neste último caso, Szegö recomenda a procura de um cirurgião bariátrico para verificar a possibilidade de fazer a cirurgia. “As operações são indicadas para diabéticos que tenham índice de massa corpórea igual ou acima de 35”, explica o especialista, acrescentando que pacientes entre 30 e 35 também podem se encaixar no grupo.
Os riscos, segundo ele, são os inerentes a qualquer tipo de cirurgia. Mas ressalta que, se feita por um profissional indicado e de boa procedência, cerca de 90% dos pacientes controlam a diabetes com menos ou nenhum medicamento. Nos últimos dois anos o procedimento foi alvo de muita polêmica por conta da eficiência de seus resultados. A SBCBM, no entanto, garante que o procedimento é legalizado no Brasil e segue as normas do CFM (Conselho Federal de Medicina).