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"Realização parece estar conectada com ação. Homens e mulheres de sucesso mantêm-se em movimento". Conrad Hilton, empresário. Foto: Ricardo Trida
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Vinte e dois de agosto de 2008, Pequim. Data e cenário da constatação do que muitos brasileiros já sabiam: Maurren Maggi, maior nome da história do atletismo feminino do Brasil, é medalha de ouro olímpica. Com a marca de 7,04 metros no salto em distância, ela, no alto do pódio, chorou emocionada ainda nas primeiras estrofes do Hino Nacional. O prêmio é dedicado à pequena Sophia, sua filha, a quem atribuiu a força para lutar pela conquista. “Essa medalha não é só minha.”
O que ela quis dizer, na verdade, é que no momento mais difícil de sua carreira – em 2003, quando foi acusada de doping e impedida de disputar o Pan-Americano de Santo Domingo (República Dominicana) e os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004 –, contou com o apoio de familiares, da torcida brasileira e do técnico Nélio Moura (que a descobriu e começou a treiná-la em 1994). Nesse período em que ficou afastada, casou, foi morar em Mônaco, teve a filha, mas nunca desistiu de sua paixão, o atletismo.
Agarrou-se a este amor, retornou em 2006 e dedicou-se com força para chegar ao topo. É claro que outros itens – família, treinador, incentivo – são importantes para formar um vencedor, mas o fator principal que a fez vitoriosa foi o foco, o mesmo que ela disse ter tido dias antes do Pan-Americano do Rio, em 2007, quando ganhou medalha de ouro. “Quero voltar a ser a número um do mundo.” E conseguiu!
Ao ler a construção desta história bem-sucedida, é inevitável que surjam questionamentos: como Maurren tornou-se vitoriosa? Que característica demonstrou para que Nélio visse nela um potencial atlético-competitivo? Existe receita para ser profissional de destaque? De que forma os bemsucedidos lidam com os desafios? O talento é essencial? As respostas ajudam a compor uma fórmula que a maioria não tem, mas que todos buscam: a do campeão. Do esporte às passarelas, veja a seguir alguns ingredientes que ajudam a resolver a equação rumo ao sucesso.
DÊ-ME MOTIVOS PARA APOSTAR EM VOCÊ
O primeiro contato entre treinador e atleta ocorreu em 1994, durante uma competição, por intermédio da mulher de Nélio. Maurren tinha 17 anos, mas já demonstrava aptidão para o salto em distância. O treinador observou que ela tinha porte físico desenvolvido para a prova. Mas, apesar de a genética ser excelente pré-requisito, não era garantia que Maurren se tornaria campeã. “Há atletas com potencial físico, mas que não são capazes de investir com tanto empenho nessa busca”, pondera Nélio.
Ou seja, características como a persistência acabam somando mais pontos no caminho rumo ao pódio. “Perseverança é uma das mais importantes. Alguns não são tão talentosos, mas treinam com metas, quando encontram dificuldades persistem e acabam tendo sucesso.” Maurren é o melhor exemplo na opinião de Nélio. “Geneticamente, ela é muito bem dotada, mas só isso não bastaria. Ela não era espetacular, tinham outras, só que ninguém dedicou-se tanto”, lembra o técnico.
A entrega maior veio quando Maurren foi pega no doping – resultado de um remédio para cicatrização. O afastamento interrompeu por dois anos sua carreira. Em 2006, ela decidiu voltar. Quis ser campeã, fator primordial para o sucesso. “Ela é um ser humano como qualquer outro e teve momentos em que se sentiu mais frágil. Teve dúvidas se seria capaz de voltar às pistas. Quando as coisas dão errado é que você consegue separar o joio do trigo. Os que superam se transformam em grandes atletas”, explica Nélio. Ele está certo.
BUSCA PELA DETERMINAÇÃO
O procedimento de escolha adotado por Nélio é o que todo treinador, independente da modalidade, faz com os possíveis atletas. Segundo a especialista em Psicologia do Esporte Anahy Vieira Couto, o primeiro fator analisado é o desenvolvimento físico e técnico da criança e do adolescente. “No decorrer do tempo é visto também o quanto ele se adapta à realidade do esporte e suas exigências. O jogador tem de desenvolver todas as habilidades.” Sem esforço, o talento não se mantém.
A profissional, que trabalhou com as equipes de vôlei do Sesi, do Desportivo Brasil e atualmente faz consultoria para o São Bernardo Futebol Clube, alerta os pais sobre quem lidará com os filhos. Geralmente, por serem de origem humilde, muitos talentos se perdem ao serem enganados por profissionais de conduta duvidosa.
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| O pensador no futebol. Foto: Acervo DGABC |
PENEIRA OU BERÇO? UMA COMPARAÇÃO PERFEITA
Muito antes de dar os primeiros passos, a maioria dos meninos tem como único objetivo ser jogador de futebol. Faça o teste: coloque uma bola em frente a uma criança com pouco mais de 2 anos e terá a prova: ela irá agarrá-la (indício talvez de goleiro) ou chutá-la (aspirante a zagueiro ou atacante, não importa). Anualmente, centenas de garotos participam das chamadas peneiras, onde se escolhe um futuro profissional a se investir. “Se de 100 garotos sair um, está ótimo”, revela Manoel Maria, ex-companheiro de Pelé no Santos e ex-técnico da categoria de base do time. Ele descobriu o craque Robinho.
E o que tem de ter esse 1% para ser o escolhido? “Tem de ter talento, indiscutivelmente”, responde Antonio Carlos da Silva, 58, ex-jogador, que trabalhou durante 20 anos como treinador da base do São Paulo Futebol Clube. O profissional, que ajudou a formar craques como Cafu, Denílson, Rogério Ceni e Hernanes, diz que durante o processo seletivo fica de olho no toque de bola, na visão de jogo e nos passes para encaixar o futuro jogador neste percentual. No entanto, embora seja importante, só a desenvoltura não basta. “No dia a dia é que nós descobrimos se ele é inteligente, suas características físicas, a genética”, acrescenta. Se a intenção for colocar o atleta como goleiro ou zagueiro, é necessário analisar a altura dos pais, para ver se alcançará o mínimo exigido, que é 1,86 metro.
O físico também não é determinante. Para atingir o grau máximo de satisfação, ao longo da formação do jogador também é trabalhado o psicológico e o incentivo aos estudos. “Com 13 anos já conseguimos ver quem poderá ter futuro nos campos. Mas isso, é claro, vai depender da índole dele”, condiciona Silva. As possibilidades trazidas pelo dinheiro fazem com que muitos se desvirtuem da carreira (e não faltam exemplos no mundo do futebol). Saber lidar com as tentações, o dinheiro e a fama é muito importante para que o bê-a-bá proporcionado pelos especialistas dê o resultado esperado.
APOSTA CERTA
É por isso que Manoel Maria não se arrepende de ter depositado seu trabalho no pequeno menino que jogava no clube Portuários, em Santos. “Ele era magrinho, mas já chamava atenção”, lembra. Desde cedo, diz o treinador, Robinho era focado em ser um dos melhores jogadores do Brasil, característica que acha ter sido o diferencial do garoto. “Há também a sorte, porque Robson começou a jogar com Adiel (que hoje está no Japão), mas este garoto teve grave lesão que o deixou afastado.”
O profissional ressalta a estrutura da família de Robinho, que ajudou a formar a índole do garoto, hoje uma das grandes apostas do técnico Dunga na Copa do Mundo da África do Sul. “Ele não renega a sua origem, tem amigos de infância que preserva até hoje. Sabe de onde veio e sabe para onde vai.”
O PENSADOR NO FUTEBOL
O cantor e compositor Gabriel O Pensador agora seleciona campeões. No ramo do futebol há pouco mais de um ano, já comanda time próprio, o Duque Caxiense, na categoria juvenil, onde pretende preparar garotos para serem vendidos a grandes clubes. Ao perceber que tinha trânsito tanto com os times quanto em favelas e ONGs, uniu o útil ao agradável e passou a selecionar garotos com futuro promissor. “Tem o lado social, que me motiva muito. São garotos que precisam de apoio, mas também existem as dificuldades, inclusive de investimento”, pondera o agora empresário do futebol.
Ele pretende driblar os impasses e ajudar cada vez mais as promessas de sucesso a chegarem ao topo. Para tanto, antes de mandar para qualquer teste, Gabriel pretende preparar os jogadores para que tenham técnicas em campo. “Os clubes são cada vez mais exigentes. Mesmo se o garoto tem muito talento, mas chegou a uma certa idade sem base (não competiu), corre o risco de não ser aproveitado.” Atualmente, o compositor está em negociação com o São Caetano e o Santo André e aposta em um garoto mandado para o Vasco, Valder, que joga no meiocampo e tem apenas 17 anos. “Mas é difícil apontar um só. No Brasil, bom jogador nasce todos os dias.”
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| Montanaro ajudou a formar os "meninos de ouro". Foto: Acervo DGABC |
MENINOS DE OURO
“Para ter um time campeão, é preciso ter o campeão do seu lado. Você pode ter um ou outro que nunca ganhou nada, mas a base tem que ser de jogadores que já conquistaram, para ensinar o caminho das pedras. Senão, quando chegar a hora do percalço que pode surgir, não vai saber como sair.”
Vanderlei Luxemburgo, técnico
A seletiva para formar as promessas do vôlei é mais criteriosa do que o futebol. Não à toa os garotos são responsáveis em formar a seleção de vôlei mais vitoriosa de todos os tempos: ganhou 17 de 21 torneios, foi campeã olímpica em 1992 e 2004 e é oito vezes ouro na Liga Mundial. O ex-jogador e técnico José Montanaro Júnior tem parcela de culpa nestes resultados. Foi ele, à frente do Esporte Clube Banespa, que ajudou a descobrir grande parte desse elenco campeão. O ex-ponta da Seleção Brasileira, que despontou para o mundo jogando pela Pirelli de Santo André, está no Sesi São Paulo e lembra com detalhes o processo de seleção de campeões.
Assim como no futebol, quanto mais jovem o garoto entrar nas peneiras, melhor. “Ele é analisado sobre diversas óticas”, diz Montanaro. No time de jurados deste processo, que dura em média três dias, estão fisioterapeutas, psicólogos, técnicos, treinadores físicos, entre outros profissionais. “A partir daí podemos desenhar um atleta e ter informações para ver se existe a chance de ele crescer na profissão.”
Nesta modalidade nem é preciso dizer o quanto a estatura é importante – muitos chegam a medir mais de dois metros. Geralmente têm 16 anos e a partir do momento em que são selecionados ficam em alojamentos com tudo custeado pelo clube.
O investimento, segundo Montanaro, é um dos fatores primordiais para fazer do vôlei um dos esportes com resultados mais positivos no Brasil. “Todos os grupos que estão na Superliga investem na categoria de base. O resultado é o esforço de clubes, patrocinadores, treinadores e família. Todo mundo fala a mesma língua”, acredita, dizendo que um atleta custa em média R$ 4.000, embora hoje em dia a verba disponível não seja mais tão alta. Um futuro campeão? Montanaro aposta em nomes como Issac, do São Bernardo, e Leandrinho – este com 2,16 –, que compete pelo Sesi São Paulo
BRAÇOS FORTES
Treinar, treinar e treinar. Oscar Schmidt, o conhecido Mão Santa, acha que o apelido nada tem a ver com sua conduta nas quadras de basquete. Tudo foi resultado de muito treino. Além disso, o ex-atleta, que hoje dá palestras motivacionais em empresas e clubes, diz que o fator sorte nunca foi determinante para que se tornasse o maior no esporte que escolheu como profissão. “O jogador campeão nasce com muito treinamento e paixão. Se tiver a vontade e a perseverança para treinar muito todos os dias, o resto fica fácil”, acredita.
Ele lembra que em 32 anos de carreira, sempre que o treino coletivo terminava, embora estivesse cansado, continuava fazendo seus arremessos. “Entrei na profissão porque era grande demais. E permaneci por conta da minha disciplina e porque me dedicava até a exaustão.” Aos 45 anos, se aposentou como cestinha do último Campeonato Brasileiro pelo qual participou.
Tiger Woods, um dos mais respeitados golfistas do mundo, teve a mesma conduta de Oscar. Embora fosse líder do ranking mundial e o atleta mais bem pago do mundo – chegou a faturar US$ 128 milhões em uma só temporada –, não achava que fosse excelente e repetia as tacadas sem parar. Treinava, mesmo cheio de troféus e no patamar máximo de sua modalidade. “Minha disputa é comigo mesmo”, respondeu sobre a rotina atribulada em torno do esporte que domina.
JOVEM PROMESSA
Aos 23 anos, o nadador César Cielo é campeão olímpico e recordista mundial. Conquistou os 50 m livre e foi medalhista de bronze nos 100 m nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Também foi ouro nos 50 m e 100 m livre, em Roma, em 2009, com recorde mundial. Bateu outro recorde nos 50 m livre no Open do Brasil, no mesmo ano.
Ele lembra que entrou nas piscinas por brincadeira. Os pais, que não queriam ter preocupação quando o filho entrasse na água, o incentivaram a aprender a nadar.
Mas Cielo não percebeu que a natação era seu futuro. Se arriscou antes em outros esportes, como o judô, só que sempre perdia por disputar com atletas mais velhos. Tentou o vôlei também, mas as piscinas nunca saíram da rota. “Acho que fiquei na natação porque gostei de vencer. Minha primeira conquista veio aos 8 anos, nadando num festival do Barbarense. O que me inspirou a continuar foi chegar em primeiro”, revela. Para o atleta, talento não é sua principal arma, mas o treino. “Tenho uma rotina que inclui treino, descanso, nutrição e cuidado com a parte psicológica. Tenho de me cercar de tudo o que preciso para estar bem ali, no bloco de largada.” Férias, nem pensar
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| “O que acho muito legal na Gisele é que mesmo quando recebia um ‘não’ em testes, saía de cabeça erguida. Tinha estrela", comenta Dílson Stein. Foto: Ricardo Trida |
GISELE, A TOP DAS TOPS
A primeira vez que viu Gisele Bündchen, em 1994, em Horizontina, os olhos de Dílson Stein, o maior caça-talentos do Brasil, brilharam. É claro que a beleza da garota, então com 13 anos, chamou sua atenção. Mas uma característica em especial despertou o interesse: a atitude. Magra e alta, a futura top das tops já mostrava seu potencial. “Estava realizando um evento e ela foi colocada no meu curso para melhorar a postura. Me impressionei com os traços e o jeito de se portar. Comentei com sua mãe que Gisele poderia ser uma grande modelo.”
Logo tratou de trazê-la para São Paulo e a apresentou para profissionais da Agência Elite, onde foi rapidamente contratada. “O que acho muito legal na Gisele é que mesmo quando recebia um ‘não’ em testes, saía de cabeça erguida. Tinha estrela.” Para chegar a ser a número 1 do mundo, Dílson lembra que a família da gaúcha teve grande importância. O pai, Valmir Bündchen, que é consultor de empresas, foi quem tomou as rédeas da carreira da filha.
Desde o início, Valmir traçou um planejamento em que definiu as metas de Gisele, ideias estas transformadas no livro Como Construir a Si Mesmo, lançado em 1997. Além de Gisele, ele tem também Raquel, Graziela, Patrícia, Gabriela e Rafaela, as quais também encaminhou e deu conselhos, todos descritos na obra.
Dílson aconselha as garotas a investir em um bom material fotográfico, fazer cursos, estudar – faz diferença nos testes – e buscar profissionais conceituados. Anualmente, ele realiza diversos concursos – é responsável por lançar Alessandra Ambrósio e Carol Trentini – e tem dois nomes para apontar como promessas: Aline Zanela, 15, e Isadora Di Domênico, 17. “Elas têm tudo para arrasarem nas passarelas: atitude, beleza e vontade de vencer.”
"A ARTE DE UMA DEVOÇÃO' PARA A MADRINHA DO SAMBA
Ela é conhecida como a madrinha do samba. Como a alcunha diz por si só, dispensa apresentações. Beth Carvalho, cantora e compositora, é responsável por descobrir os maiores nomes do ritmo no Brasil. Entre eles, Zeca Pagodinho, o grupo Fundo de Quintal e Arlindo Cruz. A madrinha atribui as descobertas à sua sensibilidade apurada para identificar quem tem talento e vontade de vencer. “Essas pessoas que ajudei a lançar têm um brilho maior, um talento nato”, define.
E por falar em brilho, ela derrete-se ao discorrer sobre o mais famoso de seus afilhados, o irreverente Zeca Pagodinho. Ainda jovem, ele frequentava a quadra de Cacique de Ramos, reduto de sambistas no Rio e visitado por Beth desde 1984. “Ele chegou sete anos depois, magricelo, garoto, com um cavaquinho dentro de uma sacola de supermercado. Começou a cantar e versar e pensei: este é o cara.” Ainda nesse primeiro encontro, Beth foi seduzida com a música Camarão que Dorme a Onda Leva, cujo nome ela adorou e pediu para gravar. O resultado? Quando Zeca foi com ela ao Fantástico e gravou seu primeiro disco, vendeu
Assim como ele, outros foram apadrinhados por Beth e milhares mandam composições para cantora. Dentre centenas de músicas, ela escolhe 30 e grava 14, após fazer um júri em sua casa com representantes de diversas camadas sociais. Para ela, apenas lançar uma música não é sinônimo de sucesso na profissão. “É necessário ter talento, carisma, simplicidade, autenticidade, trabalho e muita disposição. A arte é uma devoção”, sentencia.
NOS PALCOS
A timidez não é desculpa para não ser um bom ator. Pelo menos para Beto Silveira, que tem escola de atuação e ajudou a lançar nomes como Flávia Alessandra, Fábio Assunção, Deborah Secco, Humberto Martins e Edson Celulari. Para o profissional, talento não existe, mas sim trabalho. “Já peguei gente muito tímida e que depois explodiu. Assim como já tive atores talentosos e que continuam no mesmo lugar. Todo mundo pode ser ator. Tem que ter paixão.”
Ana Paula Arósio também faz parte do time estrelado. Foi preparada por Silveira a pedido de Nilton Travesso, diretor artístico do SBT. “Ela era modelo, ia voltar do Japão, e Nilton a queria no elenco do SBT. Foi digno e nos deu o tempo que precisávamos para preparação de Ana. Um ano e meio depois estava pronta. Sinto bastante orgulho.”
Para os aspirantes, o primeiro passo, na opinião de Beto Silveira, é procurar um bom curso. “Tem que ser um que prepare como cidadão e que permita o autoconhecimento. Outra coisa importante é fazer tudo com alegria.” Ou seja, nasce e forma-se campeão aquele que segue à risca a fórmula dita em 1972, nos Jogos Olímpicos de Munique, pelo medalhista de ouro nos 100 m e nos 200 m, o soviético Valeriy Borzov: “Primeiro o talento, segundo, o trabalho e terceiro, controle da mente.” E que venham os ouros.
ALICERCES DO PÓDIO
O treinamento Master Mind é a técnica utilizada para aperfeiçoamento pessoal. O termo, que quer dizer ‘mente acima da média’, com ‘visão superior’, tem como objetivo colocar as pessoas em alto grau de excelência e ajudá-las a tornarem-se campeãs, independentemente da profissão que desempenham. Segundo o instrutor e diretor do Master Mind, Walter Kaltenbach, os alicerces para formarem o pódio do sucesso são baseados na Lei do Triunfo, escrita pelo norte-americano Napoleão Hill, referência em liderança mundial. Para ele, se seguidos à risca os itens a seguir, o caminho torna-se menos tortuoso e com resultados mais positivos.
1. A pessoa deve confiar em si: “Os corajosos também têm medo, mas o enfrentam”.
2. Os limites são apenas convenções: “Campeões sabem que limites existem para serem superados.”
3. Sair da zona de conforto. “Os que obtêm sucesso sempre tentam fazer diferente e da melhor forma. Independentemente se não têm destreza para fazer.”
4. Meta bem definida: “Perguntar para si: Por que quero ser um campeão, com que objetivo?”
5. Saber de que forma será feito: “Trilhar o caminho que terá de enfrentar é importante. Faça sempre mais do que o combinado, os campeões entendem que têm de fazer mais, se superam no limite e se destacam. Pelé, no fim da carreira, depois do treino, batia 100 pênaltis ou faltas. Outro exemplo é Senna. Enquanto os outros iam para os boxes depois do treino, ele voltava para pista”.
6. Não existem pessoas que fracassam, mas as que desistem: “Tudo que é fácil na vida não tem valor. Tudo que desprendemos energia, inspiração e transpiração tem resultado surpreendente no fim.”
7. Tem de gostar de trabalhar em equipe: “Sozinho a gente fica raquítico.
8. Entender que o entusiasmo é a vitamina do triunfo: “Conheço pessoas que triunfam, que sempre triunfarão, sabe por que? Porque nunca desistem dos sonhos e sempre terminam aquilo que começam”, disse Napoleão Hill.