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Os deficientes visuais agora podem escolher o que comer com calma e sem pressa. Para que isso ocorra, cada vez mais estabelecimentos estão aderindo aos cardápios em braile, que dão maior independência aos cegos.
A CNTur (Confederação Nacional do Turismo) e a Abresi (Associação Brasileira de Gastronomia) assinaram em março parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos, para a produção de cardápio em formato braille.
A parceria, firmada durante a Fistur (Feira Internacional de Produtos e Serviços para Gastronomia, Hotelaria e Turismo) prevê também o treinamento e a capacitação dos funcionários dos estabelecimentos.
O Brasil tem hoje, cerca de 16 milhões de deficientes visuais. Graças ao método Braille muitas pessoas podem ser integradas à sociedade. Os restaurantes são obrigados por lei a oferecer cardápio com linguagem especial, constando o nome do prato, ingredientes utilizados, relação de bebidas e preços. O cardápio também deve ter o texto em tamanhos maiores para aqueles que têm baixa visão e que não leem o Braille.
O restaurante italiano Zucco, em São Paulo, já tem o cardápio em Braille. A ideia partiu do gerente geral Julio Diotto. “Quisemos nos antecipar à lei, que obrigou todos os restaurantes da cidade a oferecer um cardápio em Braille. Na verdade, faríamos isso mesmo que não houvesse a obrigatoriedade”, explica.
O diretor presidente da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Alfredo Weisflog, diz que a parceria fará com que os estabelecimentos se enquadrem na lei e que os deficientes visuais tenham pleno acesso a restaurantes, lanchonetes e bares. “Como qualquer outro ser humano o cego come, consome, paga impostos e tem pleno direito a ter informação e independência de escolher seu menu e não depender de que outros leiam para ele.”
A Gelateria Stramondo disponibiliza em toda a sua rede de lojas cardápios em Braille que promete facilitar a vida dos clientes com necessidades especiais. “Acreditamos que um atendimento eficaz e prestativo compreende também a adequação da empresa às diferentes necessidades de seus consumidores”, afirma a relações públicas Cristiane Musolino.
Fonte: Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes)