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| A atriz Grazi Massafera exibe brilho no desfile de Samuel Cirnansck. Foto: Fernando Nonato |
Um dos desfiles mais disputados do terceiro dia da São Paulo Fashion Week foi o do estilista Samuel Cirnansck, que trouxe brilho duplo para o evento.
Além da coleção extremamente bem elaborada, com microvestidos estruturados – que lembravam corseletes – repletos de paetês e canutilhos em bordados minuciosamente trabalhados, a atriz global Grazi Massafera esteve presente para abrir o evento.
Tecidos metalizados moldados a ombros e quadris bem estruturados deram ainda mais glamour às peças. Rendas adornaram pernas em meias bordadas com cristais.
Comemorando 15 anos da marca, a Cavalera fez desfile ousado na Casa Panamericana, em Pinheiros. Numa decoração típica de festa de aniversário, com direito a bolo, champanhe e bexigas coloridas a marca desfilou suas peças. O som, no entanto, era pesado, elaborado pelo músico e apresentador João Gordo. A marca, que sempre optou pelo estilo pesado das ruas e do rock, desta vez trouxe peças esvoaçantes e cheias de transparência. Rendas e tules ganharam vez em vestidos, saias volumosas e blusas adornadas com bordados, laços, paetês, canutilhos e fitas.
A lingerie também deu ar da graça, aparente, na cartela de cores, o rosa – do clarinho ao pink fluorescente –, o verde, o branco e o preto.
Inspirada nas fotografias de Anna Mariani que retratam a arquitetura de casas populares no Nordeste, a marca Maria Bonita usou tecidos bem encorpados e em tons pastel, trazendo a memória do cal branco. O tom nude também ganhou destaque em peças com ombros à mostra. Camisas largas e compridas fizeram a vez dos vestidos, escondendo o colo e deixando as pernas de fora.
Wilson Ranieri abusou da leveza nos tecidos também, assim como dos tons pastel. A maioria da coleção veio produzida em tecidos leves e transparentes em blusas e calças, com muitos babados leves e fluidez. Sendo assim, a seda, a gaze e o chiffon ganharam espaço. As roupas tiveram o corpo como base, com pregas e calças acinturadas evidenciando as curvas femininas.
O desfile da Movimento trouxe uma moda praia com espírito étnico. Inspirada nos diários do fotógrafo Peter Beard, a coleção procurou retratar de forma estilizada os lugares, a fauna e a flora exóticas que o profissional retratou através das lentes. Maiôs construídos com lâminas de couro de peixe trouxeram o inusitado para a coleção. Nós, botões e faixas adornaram as peças.
Simone Nunes trouxe um desfile bastante inusitado. Reavivou o trabalho de patchwork, usando-o como base em quase toda a coleção. Os tecidos florais se misturaram uns aos outros sem muita preocupação com a combinação de tons.
O trabalho artesanal esteve presente ainda em flores feitas de tecido, como em uma dobradura, que adornando mangas e barras. Os tons de verde, salmão, açaí e nude se destacaram na coleção da estilista.