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Elas começam a ficar apáticas. A qualquer toque rosnam ou choram em sinal de desespero. A barriga aumenta consideravelmente, assim como a glândula mamária. Só com essas descrições o proprietário pode achar – caso a cadela tenha escapado ou conviva com um macho – que em poucos dias filhotes poderão ser vistos correndo pela casa. Mas nem sempre esses sintomas correspondem a uma gravidez de fato: pode ser apenas psicológica.
O veterinário Marcos Fernandes explica que, embora muitos achem que trata-se de um mito, essa situação é recorrente entre as cadelas e deve ser tratada com cuidado. “E ela ocorre, geralmente, 40 dias após o cio, por conta dos hormônios produzidos no período”, explica. Segundo o especialista, trata-se de uma herança ancestral, visto que à época em que os cães andavam em matilha, as fêmeas dominantes saíam para caçar e deixavam os filhotes com as súditas, que desenvolviam leite e assim alimentavam os pequenos, embora muitas não fossem mães de verdade. “Isso rende até hoje às fêmeas caninas um desejo grande de serem mães”, acrescenta.
Especialistas acreditam que isso pode ocorrer em 50 % das cadelas não castradas e também nas gatas. Geralmente, elas tendem a cavar locais como se fossem fazer um espaço para cuidar dos filhotes, adotam objetos como se já tivessem nascido, ficam chorosas e, em alguns casos, agressivas. Uma das opções de tratamento é o uso de medicamento que inibe a prolactina (hormônio) e cessa a produção de leite. “Também recomendo a homeopatia, que responde bem à essa situação. Outra alternativa é a castração, que evita a produção dos ovários, fonte de todo o problema”, recomenda Fernandes. Caso as mamas inflamem, deve-se procurar o veterinário.