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Quente e intenso

sexta-feira, 14 de maio de 2010 Envie para um(a) amigo(a) Imprimir Comentar

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Eduardo Chaves

Foto: Celso Andreos Jr.
A psicóloga e terapeuta Marília Gabriela revela os segredos da Intimidade Erótica. Foto: Celso Andreos Jr.

O sexo ainda é tabu. Falar, comentar, rir e experimentá-lo é sinônimo de ultrapassar barreiras. Se entre amigos o assunto rende conversas animadas, entre casais o tema pode causar certo incômodo. Para encarar o assunto de frente e sem receio, a psicóloga e terapeuta Marília Gabriela apresenta encontros e palestras que defendem o diálogo mais íntimo e sem censura sobre os prazeres na cama. Confira a entrevista exclusiva para o portal da Dia-a-Dia Revista.
 

DIA-A-DIA REVISTA: Como você encontrou na intimidade erótica o viés para discutir a relação entre casais?
MARÍLIA GABRIELA – Nesta trajetória pude encontrar pessoas – que além de bons pais, funcionam como bons amantes ­– com desejos esquecidos; homens e mulheres que focalizam em algo, mas se distanciam de si mesmos. Alguns estão cansados demais ou estressados para a sedução; outras não apreciam pequenas delicadezas ofertadas pelo parceiro; há os que relutam a ter relações sexuais porque acreditam que essas não poderiam ser organizadas; outros se preocupam em decepcionar o companheiro; mulheres que sentem-se culpadas por sexo no primeiro encontro e homens que se sentem obrigados a desejar e  transar etc.


DDR – O que é intimidade erótica?
MARÍLIA – Intimidade tem a ver com o íntimo, com o profundo. Cada indivíduo tem sua história emocional erótica que é formada por valores culturais, conceitos, crenças, histórias de família, sentimentos e emoções. A vivência trará a possibilidade de nos aproximarmos dessas motivações e dos significados eróticos.


DDR – Como acionar a intimidade com o parceiro?
MARÍLIA – Transitar por esse campo nem sempre é fácil, poderia dizer que trata-se de um exercício aventureiro, mas num certo momento dessa trajetória, podemos perceber que estamos pisando em pedras preciosas. Como diz Esther Perel: “Sexo não é uma coisa que fazemos e sim um lugar onde caminhamos”.
 

DDR – Qual a profundidade dos encontros e palestras promovidos entre casais para discutir a relação na cama? Como não tornar o assunto superficial e construir algo consolidado?
MARÍLIA – De maneira simples, foco em demonstrar a sutileza dos relacionamentos, do desejo e do erotismo. Este é o momento que encontraremos o casal, a individualidade, a intimidade doméstica, erótica, as palavras caladas do corpo, o desejo, o receio, o risco, a confiança e a possibilidade de mudança num simples o olhar ou no prestar de atenção nem que seja por um segundo. Isso poderá trazer a mudança e um novo capítulo para a vivência erótica. Esta é a proposta da Intimidade Erótica.


Confira o vídeo da entrevista exclusiva, clique aqui!


Comentários

Antonio Augusto Mello Ramos.
17/10/2010
boa tarde: eu gostaria de saber porque alguns casais estão ficando tão liberais au ponto de terem o relacíonamento livre entre eles para viver melhor. obrigado pela oportunidade.

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