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Livro retrata o sexo na história da humanidade

terça-feira, 20 de abril de 2010 Envie para um(a) amigo(a) Imprimir Comentar

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Christiane Ferreira

Uma Breve História do Sexo. Editora Gaia

Não há conversa entre amigos que não renda horas e horas de prosa quando o assunto é sexo. Polêmico, cheio de tabus e preconceitos, o ato sexual é recheado de fantasias e mistérios, prontos a serem desvendados a qualquer momento. Pensando nisso, o escritor e tradutor Claudio Blanc está lançando o livro Uma Breve História do Sexo – Fatos e Curiosidades Sobre Sexo e Sexualidade Mais Interessantes em Todas as Eras (Editora Gaia, R$ 29, 168 páginas). “Por toda a História, homens e mulheres têm-se dedicado com afinco ao jogo da sedução. Hoje, e sempre, o sexo nos move, nos incita, nos inspira, nos renova, nos traz a decadência, ou nos leva à redenção. Só muda a maneira como é feito”, afirma o autor em trecho da obra.

Dividido em sete capítulos, Claudio trata do assunto desde as culturas primitivas, até a idade contemporânea, além de dar pinceladas sobre a pornografia. Para se ter uma ideia de como as formas de relacionamento mudam entre as sociedades, na era paleolítica e ainda hoje em algumas tribos indígenas das Américas e aborígenes da Índia, os membros da comunidade mantêm relações entre si, sem estabelecer vínculos permanentes. “As crianças pertencem a todos, não havendo conceito de pai e mãe”, afirma Claudio.

Já na civilização antiga, por exemplo, o homossexualismo não só era considerado normal, como estimulado em toda a Grécia. Fazia parte da educação do menino grego ser adotado por um homem mais velho, um protetor, logo após a puberdade.

Segundo o livro, o ato de usar espelhos para apimentar o ato sexual começou na Idade Média, com Wu Chao, primeira chinesa a se tornar imperatriz. Ela usava o acessório no seu quarto, para entreter ainda mais os seus amantes.

Outra curiosidade sobre o coito é a seguinte: mesmo sendo considerado crime passível de severa punição, os medievais lançavam mão de métodos contraceptivos. “Alguns eram bem primitivos, como a mulher ficar pulando após o coito para o esperma sair do seu corpo”, conta o autor.

 
TUPINIQUIM

No Brasil, Claudio Blanc relata que até o fim do século 19 os homens de classe elevada não cuidavam do corpo, já que expor o tórax era considerado indecente e vulgar.

No entanto, no começo do século 20, donas de bordel como a francesa Susana Vastera, conhecida como Tina Tatti, era famosa não só por seus dotes físicos, como também por ter levado vários homens à falência.

E em terras tupiniquins, como não lembrar da obra de Mário de Andrade, que publicou em 1927 o célebre Amar, Verbo Intransitivo? O tema, inédito na literatura até então, trouxe certo desconforto: a história gira em torno da iniciação sexual do protagonista, Carlos Alberto. Como se vê, de lá para cá muita coisa mudou. Mas algo não dá para negar: o sexo instiga, causa polêmica e até hoje, em pleno século 21, ainda é envolto em muitos desejos ocultos.


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