‘Simplesmente Acontece’ fala de amizade e amor

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Luís Felipe Soares

 Histórias de relacionamento à distância não são novidades. Mas o desenrolar de cada conto é diferente e sempre é capaz de gerar acontecimentos cinematográficos. Dentro dessa possibilidade, há espaço para a trama de Simplesmente Acontece, atração a partir de hoje no circuito. Repleto de elementos já vistos centenas de vezes em tantas produções românticas, o longa-metragem tenta atrair os jovens para sessão com alta dose de sentimento ‘água com açúcar’.

Tudo começa na infância de Rosie (Lily Collins, filha do músico Phil Collins e a Branca de Neve de Espelho, Espelho Meu) e Alex (o Finnick da saga Jogos Vorazes). Amigos desde os cinco anos, a possibilidade de formarem um casal é clara para as pessoas ao seu redor (e para o espectador), exceto para eles mesmos. Uma gravidez inesperada na primeira metade do longa-metragem surge com capacidade de dar dinâmica pouco convencional a esse tipo de obra. A ida do rapaz para os Estados Unidos com a família é ponto chave para a movimentação dos personagens.

Chances perdidas e série de encontros e desencontros ao longo dos anos também fazem parte do trabalho do diretor Christian Ditter (em sua estreia à frente de filme de médio porte). Sem querer perder a oportunidade, o cineasta arrisca pouco e apenas comanda as ações em cena. Talvez seja uma típica atração adolescente que não encontra maturidade o suficiente para lidar com questões mais adultas prontas para aparecer ao longo da trama.

Simplesmente Acontece é adaptação para as telonas do livro Onde Terminam os Arco-Íris, da irlandesa Cecelia Ahern. A escritora conta com certo prestígio no meio hollywoodiano graças ao sucesso da versão em carne e osso da história de P.S. Eu Te Amo (2007), também inspirado em publicação de sua autoria.




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