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Taj Mahal

quinta-feira, 20 de agosto de 2009 Envie para um(a) amigo(a) Imprimir Comentar

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Heloisa Cestari

No início da novela Caminho das Índias, Bahuan, interpretado por Márcio Garcia, trocava olhares e juras de amor com Maya  (Juliana Paes) em frente ao Taj Mahal. Na trama, o local do encontro tinha um significado muito especial para o futuro dos pombinhos: rezam as crenças indianas que uma paquera iniciada ali é prenúncio de um grande romance – fato que só os últimos capítulos da trama poderão confirmar. E não é só nas telas que o palácio, eleito como uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, arranca suspiros apaixonados.

Considerada símbolo do amor eterno e declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), a construção deve sua imponência a uma história de amor. Tudo começou no ano de 1631, quando o imperador mongol Shah Jahan mandou erguer um palácio, todo em mármore branco, para servir de tumba à sua esposa favorita, Arjuman Banu Begum, conhecida como Mumtaz Mahal. Filha de fidalgos, Mumtaz casou-se com o monarca aos 21 anos e morreu aos 39, durante o seu 14º parto.
 
A intenção de Shah Jahan era erguer um túmulo gêmeo, de mármore preto, em frente ao monumento, para que fosse enterrado próximo à amada. O que seria o seu último desejo, entretanto, foi impedido por seu filho Aurangzeb, que derrubou, cegou e encarcerou o pai no Forte Vermelho, onde viveu prisioneiro até morrer, em 1666.
 
Apesar do amor cultivado pela esposa falecida, o imperador indiano mongol também não era dos mais sensíveis. Diz a lenda que, após a conclusão da obra ­-­ que envolveu 20 mil homens e levou 22 anos -­, Shah Jahan ordenou que os operários tivessem suas mãos cortadas para nunca mais construírem nada tão formoso.
 
E a cruel iniciativa deu certo: hoje, o monumento, feito de mármore branco e pedras preciosas que mudam de cor com o passar das horas, estrela entre os mais belos cartões-postais do planeta. Custaria uns US$ 60 milhões para fazer outro igual. E mesmo que se fizesse, não teria a mesma aura de romance que tanto inspirou Glória Perez a idealizar o amor proibido entre Maya, da casta dos comerciantes, e o “intocável” Bahuan, relegado pelos textos sagrados à condição de mera “poeira aos pés do Deus Brahma” e socialmente condenado a nem mesmo tocar com sua sombra um integrante das castas. A sorte está lançada!

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