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Um guia para sobreviver ao casamento

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010 Envie para um(a) amigo(a) Imprimir Comentar

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Eliane de Souza

Foto: Eduardo Chaves

Muitos casais têm o dia do casamento como uma das datas mais importantes da vida. Porém, as promessas de amor eterno feitas na troca de alianças e testemunhadas por parentes e amigos podem dar lugar a brigas, ciúmes, rancor e frustrações nos primeiros anos de casamento se a chama do amor não for cultivada diariamente.
 
No livro Lições de amor - Para sobreviver ao casamento (Editora Ágora, 288 pág., R$ 59,90), o psiquiatra José Angelo Gaiarsa critica a hipocrisia presente na família e se volta para a dinâmica dos relacionamentos amorosos. Baseado em mais de cinquenta anos de prática da psicoterapia o autor desvenda todo o imbróglio do relacionamento homem-mulher e dá sugestões para evitá-lo ou, se for o caso, encarar a separação sem culpas.

Para entender o amor, Gaiarsa investiga as raízes da humanidade e, assim, oferece sugestões para enriquecer a relação. Ele afirma que os consultórios de psicoterapia estão cheios de sobreviventes de relações malsucedidas – dos próprios cônjuges aos filhos, que por sua vez tenderão a repetir o mesmo padrão na vida.

Gaiarsa defende que é preciso dar um basta à hipocrisia social que decreta que as pessoas devem se aguentar mesmo quando já não se suportam mais. “Não haverá uma nova era se não houver uma nova família, pois a velha é definidamente a célula mater deste horror que vivemos”, afirma o autor.

Em capítulo dedicado à brigas de casais, Gaiarsa chama a atenção do leitor para tomar cuidado com os preconceitos em relativos a desentendimentos no matrimônio, pois todos eles protegem o casamento e condenam o casal. “A instituição é perfeita, os seres humanos é que não estão à altura dela. Somos falíveis, pecadores e a carne é fraca,principalmente a do homem...”, ironiza.

Por fim, o autor explica que para preservar e cultivar um relacionamento é preciso respeitar bastante a vontade íntima ou aprender a ouvir bem o coração. “É preciso saber com clareza quando está bem e quando não está, se quero vê-la, se quero estar em outro lugar, ou com outras pessoas ou sozinho. Ver-se em momentos inexpressivos, porque foi combinado, é pessimo”, ensina.

Melhor não ignorar o conselho do psicoterapeuta que acumula 50 décadas de profissão e mais de 70 mil horas de escuta e observação de pacientes. Além de ter sido casado cinco vezes, ter quatro filhos do primeiro casamento, acompanhou a educação de três filhos da quarta mulher e do filho da quinta mulher.


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