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Jardins comestíveis

segunda-feira, 17 de agosto de 2009 Envie para um(a) amigo(a) Imprimir Comentar

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Miriam Gimenes

Temperos cultivados no quintal são mais frescos e saborosos.

Colher um tempero fresco para fazer o jantar. Pegar uma laranja no pé e saborear o suco natural. Essas práticas, comuns apenas no Interior, estão mais perto do que imaginamos. Inspirados nos edible gardens, ou jardins comestíveis, moda lançada nos Estados Unidos, algumas empresas brasileiras têm difundido a ideia no mercado imobiliário.

Uma das adeptas à prática é a primeira-dama dos Estados Unidos Michelle Obama, que comanda uma campanha de incentivo aos jardins comestíveis.Lá, além dos frutos e hortaliças, a ideia encheu o bolso dos jardineiros. O paisagista Roberto Burle Marx, em meio às suas obras de arte, gostava de cultivar plantas que podiam ser vistas também, depois, nos pratos.

CONCEITO

Em vez de plantas ornamentais, que consomem água, tempo e apenas servem para enfeitar, os difusores do conceito preferem fazer pomares e herbários, que, além de belos, são produtivos. “Se tenho espaços verdes, onde vou ter plantas ornamentais, por que não trazer as que tenham a ver com o dia a dia das pessoas?”,questiona Luiz Fernando do Valle, presidente da Ecoesfera Empreendimentos Sustentáveis.

Ele cita como exemplo o filme infantil Wall-e, em que o mundo vira um caos, por conta do lixo e ar poluído, o que leva os seres humanos a morarem em uma nave espacial. “Com pequenas iniciativas, podemos trazer um pouco de vida para as cidades.”

Valle explica que geralmente o método é aplicado em condomínios em construção e, depois, a empresa presta uma assessoria para ajudar os moradores a cultivarem as plantas. O que não impede que qualquer pessoa possa adotar o conceito e ter
em um vaso salsinha, cebolinhae até manjericão. O resultado? Temperos frescos e mais saborosos.


Comentários

felipe
20/08/2009
que sit bom

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