Começa nesta segunda-feira, dia 1º, no Centro de Convenções e Eventos Santa Mônica, em Guarulhos, o encontro anual da Lasse (Escola Latino-Americana de Verão de Epilepsia), que prossegue até dia 10 com a presença de alguns dos mais importantes neurocientistas do mundo, como o francês Ben-Ari, criador do Inmed (Instituto de Neurociência do Mediterrâneo), o norte-americano Roger Traub e a secretária-geral da International Brain Research Organization, Marina Bentivoglio, da Itália.
Estima-se que cerca de 2% da população mundial sofra de epilepsia, mas os números podem ser maiores em países em desenvolvimento, como o Brasil.
“Passados já 10 anos do final da ‘década do cérebro’, podemos dizer que o avanço obtido na compreensão da função cerebral e das alterações subjacentes às principais doenças cerebrais foi notável. Entretanto, a capacidade de melhorarmos a qualidade de vida das pessoas com distúrbios neurológicos ou psiquiátricos está longe de ser alcançada”, diz Ésper Abrão Cavalheiro, médico neurologista, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e organizador do Lasse.
Mais informações nos sites www.lasse.med.br e www.epilepsia.org.br.
Você sabia?
1) Algumas drogas antiepilépticas reduzem os níveis de ácido fólico no organismo e podem causar anemia megaloblástica.
2) Dados históricos indicam que algumas personalidades sofriam de epilepsia. A lista conta com nomes como Molière, Lord Byron, Flaubert, Dostoievsky, Alfred Nobel, Pitágoras, Sócrates, Newton, Dante, Tchaikovsky, Schuman, Beethoven, Napoleão Bonaparte, Lenin, Van Gogh, Machado de Assis e Dom Pedro 1º.
3) Os anticonvulsivantes são metabolizados de forma diferente durante a gravidez e podem tornar a mulher mais vulnerável à crise.
4) Para que possa dirigir, o epiléptico precisa estar livre de convulsões há pelo menos um ano e ter acompanhamento médico. Mesmo assim, ele só poderá guiar veículos de categoria B, ou seja, carros de passeio.
5) A morte em virtude de um ataque epiléptico é difícil de ocorrer. O risco é maior quando a pessoa tem uma crise que se prolonga por 30 minutos ou mais, sem recuperar a consciência. Neste caso, ela deverá ser conduzida a um serviço de pronto atendimento.
6) Cada pessoa tem um limiar convulsivo que a faz mais ou menos resistente a excessivas descargas elétricas no cérebro. Por isso, qualquer um pode ter uma crise sob determinadas circunstâncias.
7) Um resultado normal no eletroencefalograma não descarta a epilepsia. As alterações ocorrem, às vezes, tão no interior do cérebro que não são captadas. È possível, também, que nenhum alteração tenha ocorrido no momento do exame.
8) Uma em cada 20 pessoas tem uma única crise isolada durante a vida, e essas crises isoladas não são sinônimo de epilepsia, termo empregado apenas para casos em que o distúrbio se repete espontaneamente ao longo do tempo.
9) A epilepsia pode iniciar-se em qualquer idade, mas é mais comum até os 25 ou depois dos 65 anos. Também se observa uma leve diferença entre os sexos: há mais homens do que mulheres com epilepsia.