Não há mãe que não padeça com o dilema na hora de escolher se o melhor é colocar o filho na escolinha ou deixa-lo em casa com a babá. Para as que optaram pela segunda alternativa, a terapeuta familiar Roberta Palermo, presidente da AME (Associação das Madrastas e Enteadas) escreveu o livro Manual de Instruções – Guia para a Mãe e Babá (Mescla Editorial, R$ 33,90, 160 páginas).
O primeiro passo é encontrar uma boa babá. Para Roberta, a melhor saída é o famoso boca a boca. Mas se não houver algum conhecido para indicar uma profissional, o melhor é procurar uma agência de confiança.
Um dos maiores medos maternos é saber se a babá agride a criança. Segundo a autora, é possível descobrir, pois o pequeno dá sinais, com possíveis mudanças de comportamento. “Se o bebê estiver muito quieto, pode estar aterrorizado; agitado demais ou sonolento, pode ser efeito de alguma medicação; se chora repetidamente por motivos inexplicáveis, algo pode estar errado”, afirma Roberta em trecho de livro.
Mas não são só as mães que têm dúvidas, as babás também entram na casa nova cheias de questionamentos. A terapeuta sugere que a babá sempre pergunte sempre à mãe, dessa forma saberá a melhor forma de proceder. Veja outras dicas abaixo.
Dicas para as mães
- A mãe não pode delegar todos os cuidados da criança à babá – do banho ao corte das unhas, da alimentação à lição de casa, da mamadeira noturna à agenda da escola.
- Explique à babá todas as rotinas e horários do filho. O ideal é entregar uma lista por escrito.
- Nenhum profissional é perfeito. Portanto, leve em conta, em primeiro lugar, se a babá é de confiança.
- Despeça-se da criança sempre que for se ausentar, mesmo que ela fique chorando. Não é certo sair escondido, seu filho ficará sempre inseguro.
Dicas para as babás
- Por mais que não concorde, a babá precisa fazer o que a mãe quer que seja feito.
- Procure atender aos pedidos do pai e da mãe.
- Se a criança mora com a mãe e você for acompanhá-la à casa do pai, seja discreta e não comente nada sobre ambas as casas.
- Dê valor aos presentes, passeios e viagens que a família lhe proporciona.
Acredite nas regras da mãe e quando for aplicá-las ao pimpolho, não diga: “A mamãe não quer que você suba no sofá, e sim: “Não suba no sofá”.