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À italiana

domingo, 7 de março de 2010 Envie para um(a) amigo(a) Imprimir Comentar

Foto: Fernando Nonato

Filha de italianos, nascida no Rio de Janeiro, Angela Mela retornou à terra da família aos 5 anos de idade. Ela, que mora em Roma, tem uma paixão comum entre as mulheres do país europeu: a gastronomia. A afinidade com fornos e panelas a fez colecionar receitas de sua avó materna e a levou aos bancos escolares. Hoje, é chef diplomada na capital da Itália. Em passagem pelo Brasil, Angela revelará segredos da culinária da mamma em aulas a serem ministradas em italiano na terça e na quarta-feiras em escola especializada no idioma de Dante, em Santo André.

Alguns dizem que a pizza de São Paulo é melhor do que a italiana. O que acha?
A daqui não é a verdadeira pizza. É um pouco diferente da italiana, adaptada ao gosto brasileiro. Quando é super-recheada, não é pizza. Aqui come-se em fatias. Lá, o prato é individual e cada um escolhe seu sabor.

Quais são as principais influências da culinária italiana na brasileira?
Devido ao grande número de italianos que vieram para o Brasil, a comida é muito apreciada. Apesar de que as verdadeiras receitas foram modificadas, até porque não havia os ingredientes originais. As pastas têm boa aceitação aqui, mas na Itália são consumidas geralmente uma vez por dia. Aqui isso acontece com o arroz e feijão.

No passado, a cozinha era o lugar da mulher. Hoje, os homens dominam não só profissionalmente, como chefs, como também ganharam espaço em casa. Por quê?
É um trabalho que requer força física. Nisso, homens levam vantagem, mas existe competição entre eles e elas no mercado de trabalho. A culinária requer dedicação total, inclusive nos fins de semana. Por isso, a mulher que quer se dedicar à maternidade e ao casamento pode ter dificuldades.
 

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