Dia-a-Dia Revista




Estar só e o prazer

domingo, 1 de agosto de 2010 Envie para um(a) amigo(a) Imprimir Comentar

Laura Müller

No mês em que se comemora o Dia do Solteiro (15 de agosto), o que fazer para ter vida sexual satisfatória mesmo sem ter encontrado o príncipe encantado (ou princesa)? É possível realizar-se sexualmente sozinho, ou sozinha? Perguntas como essas angustiam muita gente. E tocam em assuntos que ainda são tabus na nossa cultura: os prazeres do sexo e da masturbação.

A gente tem muito a conversar sobre isso... Vamos por partes, então. A primeira é a questão de sentir prazer com o próprio corpo. Um terço das mulheres, segundo pesquisas científicas, sente vergonha ou inibição para se masturbar. Acha feio, errado, sujo. Já os homens não se sentem dessa forma, e consideram essa prática prazerosa e natural.

No entanto, muitos casais não gostam que a masturbação faça parte do repertório erótico. Acham que quando o homem ou a mulher estão numa relação a dois, e ainda se masturbam, é porque o parceiro ou a parceira não está dando conta do recado.

As ideias acima são pra lá de equivocadas. Não tem nada a ver a crença de que masturbação é sinal de parceiros ruins de cama. Não necessariamente: o casal pode se relacionar bem na cama e ainda sentir desejo de se masturbar. Não há nada de errado nisso!

Tanto o homem como a mulher podem, sim, sentir prazer tocando o próprio corpo. A masturbação é considerada prática saudável e que ajuda a descobrir caminhos para atingir mais facilmente o orgasmo. Mas também não pode ser uma obrigação! Faz quem gosta. Faz quem quer.

E quanto aos solteiros? Para começar, ficar à espera de relacionamentos encantados é coisa de conto de fadas. Na vida real, todas as pessoas têm qualidades e defeitos. E não são como os personagens perfeitos das histórias que ouvimos desde a infância.

Sobre a felicidade sexual na vida de solteiro, ou solteira, é possível experimentá-la, sim. Mas uma coisa é a relação a dois, outra é sentir prazer com o próprio corpo quando se está só. O sexo entre um casal envolve trocas das mais variadas: de afeto, de carícias e carinhos, de prazeres. A masturbação é um momento íntimo e prazeroso, mas não envolve esse tipo de troca.

Se essa prática, ou qualquer outra, é suficiente para realizar sexualmente o homem ou a mulher, isso não dá para dizer! Cada pessoa é de um jeito, com seu conjunto de valores, ideias, desejos, gostos e expectativas. Cada uma é que saberá, então, o que a satisfaz ou não.

No fundo, como a maioria das coisas na vida e no sexo, não há regras nem fórmulas prontas para a felicidade na cama. Cada pessoa precisará ir vivendo a própria vida, fazendo as próprias escolhas, e descobrindo o que lhe agrada ou não. Esse caminho pode ser muito, muito interessante. E prazeroso!

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