Dia-a-Dia Revista



Sexo aos 50 anos

domingo, 1 de novembro de 2009 Envie para um(a) amigo(a) Imprimir Comentar

Laura Müller

O que muda no sexo quando a gente faz 50 anos de idade? Como lidar com todas as transformações que ocorrem no nosso corpo?  E a cabeça e os sentimentos, ficam como? Essas questões incomodam homens e mulheres.

Mas vamos começar falando delas: é por volta dos 50 que chega a menopausa, em que a mulher para de liberar óvulos para serem fecundados e, consequentemente, de menstruar. Tudo isso é fruto de um declínio nos níveis hormonais. E gera uma mudança danada no corpo: calores fora de hora (são os chamados fogachos), alterações na pele, nos cabelos, no peso e em variados outros aspectos.

Fazer o quê? O primeiro passo é procurar um ginecologista para ver como amenizar esses sintomas. Cada pessoa é única. O diagnóstico também será. Além disso, com todas essas mudanças, a cabeça e as emoções também podem bagunçar. É comum surgirem irritação, tristeza, vontade de ficar sozinha e série de outros sentimentos. Se estiver muito difícil lidar com as questões emocionais em jogo, aqui vai a dica: visite um psicólogo.

Por que é que estou falando tudo isso?  Porque tudo isso influi no sexo! Tudo o que vivemos fora da cama, bem como o modo como encaramos a vida, nossas crenças,
nossos valores, podem influenciar em nosso prazer. Um exemplo: há quem acredite que, ao envelhecer, não é certo viver o sexo. Isso é um mito! A gente pode, sim. É só querer.

Com os sintomas da menopausa, podemos também ter influências bem específicas
na área sexual: a vagina pode ficar mais ressecada, por exemplo, e a penetração passar a incomodar e até doer. Aqui a solução é simples: basta usar um lubrificante à base de água, vendido em farmácias, para facilitar a penetração. E escolher novas e confortáveis posições sexuais.  Isso vale para qualquer alteração que surgir: será necessária uma adaptação. Mas claro que é possível viver o prazer.

Quanto aos homens, também estão sujeitos a enfrentar declínio hormonal por volta dos 50 anos. Caso os níveis de testosterona, o hormônio sexual masculino, caiam, pode ser que isso leve à baixa de desejo sexual e a uma série de transformações. As mudanças influem no corpo e nas emoções. Assim como as mulheres, o primeiro passo é procurar um urologista e ver o que dá para ser feito para amenizar os sintomas corporais. Se a parte emocional estiver complicada, a visita é ao psicólogo.

Vale lembrar: para sentir desejo e prazer, a gente precisa estar sempre aberta a se estimular, a viver momentos de erotismo e de sedução e buscar novos e saborosos jeitos de transar a cada etapa da vida.

E o que mais? Será preciso olhar para a vida com bons olhos: o tempo passa, o corpo muda... E as experiências de vida aumentam! Que tal usar isso a seu favor? Você pode se surpreender!

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