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Aprenda a escolher um bom vinho

quarta-feira, 10 de março de 2010 Envie para um(a) amigo(a) Imprimir Comentar

Miriam Gimenes

Como Comprar, Escolher e Degustar (Larousse, 176 páginas, R$ 59,90), de Matt Skinner

Poucos são aqueles que sabem identificar um vinho de qualidade. Como escolher a melhor safra, aquele com o gosto mais compatível com o alimento a ser servido e o mais saboroso entre uma gama de milhares de tipos são algumas das dicas presentes no recém-lançado livro Vinho – Como Comprar, Escolher e Degustar (Larousse, 176 páginas, R$ 59,90), de Matt Skinner. “Sem gastar uma fortuna, ou anos de estudo, há dezenas de maneiras de melhorar sua experiência com os vinhos. Com este livro, espero que você descubra que o vinho é uma bebida incrível, que se torna melhor quanto mais você a conhece”, diz o autor na introdução da obra.

O início do guia traz informações que devem ser avaliadas no ato da compra feita em um supermercado ou em adegas. No primeiro caso, Matt explica que as vantagens de compra são os preços competitivos e a organização simples. “(Nesses locais) O que ganhará no preço provavelmente vai perder em variedade e interesse”, alerta o especialista. Além disso, geralmente não são estabelecimentos com pessoas experts no assunto que poderão tirar qualquer dúvida sobre o produto. Em lojas especializadas, além de não passar esses problemas, ainda há a opção de degustar, o que faz toda diferença.

O segundo passo é entender os rótulos das garrafas, cuja informação mais importante é acerca do produtor: saber quem são os melhores do mundo é a diferença entre o vinho bom e o ótimo. Também deve-se analisar a variedade – dividida em Novo Mundo e Velho Mundo –, assim como a região e vinhedo. Outros itens essenciais são a safra, o teor alcoólico e aditivos. O único cuidado é deixar-se levar pela estética da garrafa – dividida em Bordeaux, Champanhe e Borgonha e Francônia –, o que não garante uma boa bebida.

Entre as demais instruções de Matt estão a melhor forma de abrir a garrafa, como servi-lo, a temperatura ideal, armazenamento e as combinações gastronômicas. “Conforme a comida fica mais pesada, assim também deve ser o vinho”, recomenda, acrescentando que o peso não corresponde a quilogramas, mas à sensação ao ingerir a comida. As melhores combinações são o Xerez fino e azeitonas verdes, Champanhe e ostras, Chardonnay e frango assado, Rosé e mozarela, Sangiovese e pizza, Mascato e sorvete italiano, entre outras.

 

CURIOSIDADES

- Conforme o vinho envelhece, a rolha permite um fluxo constante e vagaroso de oxigênio para dentro da garrafa, o que pode ter um efeito maravilhoso sobre alguns.

- Fatores que influenciam no preço final da bebida são origem, o produtor e a reputação da região, a variedade de uvas, safra, raridade e a idade.

- A melhor maneira de degustar a bebida é colocá-la na taça, cheirá-la, agitar levemente e sentir seu aroma de novo. Deve-se manter o vinho na boca por cerca de nove segundos, espalhando. Em seguida, puxe um pouco o ar e só assim sentirá o seu gosto de verdade.

- Ao servi-lo, deve-se ter preocupação até com o saca-rolha, com as taças – esqueça os cálices de metal – e a temperatura (muito gelado esconde aromas e sabores agradáveis e altera a textura).


Fonte: Livro Vinho – Como Comprar, Escolher e Degustar

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