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| Prótese é inserida em exame de endoscopia |
Quem está disposta a eliminar quilinhos extras mas não tem perfil para se submeter a cirurgia bariátrica conta agora com um novo aliado. O balão intragástrico traz sensação de saciedade sem a necessidade de cirurgia. O método é indicado para casos de sobre peso e obesidade de grau 1, a partir de IMC 28. O cálculo do índice de massa corpórea é feito a partir da equação peso dividido por altura vezes altura. A expectativa é de perda de 13% a 19% do peso atual em seis meses.
O gastroenterologista e endoscopista Luiz Eduardo Campedelli explica que o balão é inserido por endoscopia normal em 30 minutos. Trata-se de uma sonda de silicone projetada pra ficar na câmera gástrica. A prótese é insuflada com 700 ml de soro fisiológico e líquido azul de metileno. O balão fica solto no estomago por seis meses. “A função inicial do balão é a restrição alimentar, para posterior reeducação alimentar”.
Não há milagres. O emagrecimento é feito com reeducação alimentar e acompanhamento de endocrinologista, psicólogo e nutricionistas. “O balão nada mais é do que um bloqueador da compulsividade, sem uso de medicamentos ansiolíticos e inibidores de apetite”, explica o médico.
O tratamento com o balão intragástrico dura inicialmente seis meses, mas pode ser trocado de acordo com a evolução do paciente caso ainda não tenha atingido o peso ideal. “Poucos pacientes voltam a engordar com a retirado do balão porque já adquiram hábitos saudáveis. Mesmo assim, cerca de 10% a 15% dos pacientes readquirem 20% do peso que perderam. Por isso é importante manter acompanhamento de nutricionista e do medico que indicou o tratamento”, pontua Luiz Eduardo Campedelli.
O tratamento tem riscos mínimos se comparados a uma cirurgia bariátrica, como ânsia e vômitos tratáveis com medicamentos. O tratamento no Brasil ainda é caro e não sai por menos de R$ 6 mil.