Muita gente quer saber sobre os efeitos do álcool na relação sexual. Beber um pouco ajuda mesmo a descontrair, como a gente tanto ouve falar por aí? Ou prejudica o desempenho na cama? Enfim, o que é que acontece de fato?
E com a chegada do fim do ano e das festas regadas a champanhe e mais champanhe? Como é que fica? Dá para comemorar a entrada do novo ano com álcool e sexo? Ou essa dupla não combina?
Vamos por partes nesta história. O primeiro passo é entender o que acontece no corpo da gente. Uma pequena dose de álcool até pode ajudar a relaxar e a criar um clima para o sexo. Mas o consumo em excesso só complica as coisas.
Quando o homem bebe demais, há riscos de ele apresentar dificuldades com a ereção naquela transa. E até mesmo nem conseguir tê-la! O álcool altera as sensações corporais. A sensibilidade diminui, o ritmo do corpo fica mais lento e, com isso, há grandes chances de as carícias sexuais e outros estímulos eróticos não surtirem o efeito desejado, que é dar prazer.
A ejaculação e o orgasmo também podem ficar comprometidos pelo mesmo motivo: fica difícil se estimular, sentir mais e mais prazer e, assim, atingir o clímax e ejacular. A mulher que exagera na dose da bebida também corre o risco de ver a transa ficar bem sem graça. Assim como acontece com o homem, suas sensações corporais se alteram e os toques eróticos muitas vezes perdem a capacidade de proporcionar prazer. E de levar ao tão esperado orgasmo!
Fazer o quê?
Ah, você já sabe: consumir com moderação. Assim pode se divertir nas festas de fim de ano, ou em qualquer outro momento, sem comprometer o seu prazer e, em especial, a sua saúde! Afinal, exagerar no álcool (como em qualquer outra coisa na vida) não faz bem a ninguém!
E vai uma dica para descontrair sem precisar se apoiar na bebida: que tal pensar que sexo é algo que mexe mesmo com a gente, que dá ansiedade e movimenta todo o corpo e as emoções? Isso faz parte da prática sexual – e certamente a pessoa que está ao seu lado também vive todo esse movimento!
Ficar com milhões de preocupações e cobranças na cabeça na hora da relação é algo que só atrapalha. Pensar “Eu tenho de fazer assim...”, “Tenho de fazer assado...”, “E se eu não conseguir tal coisa?”, “E se algo der errado?” acaba tirando todo o clima, a graça e a descontração da relação sexual. Pra quê se cobrar tanto assim?
Talvez um caminho mais bacana seja deixar o encontro sexual rolar sem tanta preocupação e complicação. Saboreie o momento, concentre-se nas carícias, no que estão vivendo juntos e nos jeitos de dar e de sentir prazer. Assim pode ser altamente relaxante – e saboroso!
Boas festas!